Depois de no último artigo termos ajudado os compradores com os prós e contras entre comprar e arrendar, neste artigo vamos olhar para o ponto de vista do proprietário. Se tem um imóvel que vai deixar de usar a pergunta que lhe ocorre de imediato é: vender ou arrendar? Ajudamo-lo a analisar as opções e a tomar a melhor decisão.

. Liquidez Financeira – se precisar de dinheiro já, então a venda é a opção mais óbvia, principalmente se já não tiver crédito habitação sobre o imóvel (ou se o que tiver em falta for um valor muito baixo). De qualquer forma, nesta opção não se esqueça que poderá ter um valor a pagar ao Estado em mais-valias. As mais–valias são englobadas no IRS, pelo que o valor a pagar vai depender de vários fatores, tais como os seus rendimentos desse ano, o valor de mais valia, as despesas que declarou, a sua situação civil e de dependentes, entre mais. Se optar por arrendar e não tiver muitas despesas para poder colocar a casa no mercado (se ela estiver em boas condições, com todos os documentos legais necessários), rapidamente terá alguma liquidez também (apesar de não ser em valores tão avultados).

A equipa da PMR Imobiliária pode ajudá-lo a prever os valores a pagar (ou não) em cada situação, de forma a que possa saber com o que contar antes de tomar qualquer decisão.

. Independência Financeira – muitas pessoas optam pelo arrendamento para ter um valor extra no início de cada mês a juntar ao seu ordenado normal. Na perspetiva de se poder vir a tornar independente financeiramente (e até poder vir a abdicar de um trabalho fixo, com horários rígidos) o arrendamento permite-lhe isso com melhores rentabilidades que qualquer depósito ou investimento bancário.

. Tempo – hoje o seu tempo é um ativo muito valioso. A verdade é que ter um imóvel arrendado implica que vai ter de disponibilizar algum tempo para o mesmo: solucionar pequenos arranjos necessários, gerir questões com a empresa de condomínio, presença em reuniões de condomínio, gestão financeira de rendas, etc. Terá então de pensar se tem alguma disponibilidade para poder tratar destes assuntos, ou a possibilidade de contratar uma pessoa ou empresa que o possa fazer por si. Neste campo a venda liberta-o completamente do imóvel e de tudo o que lhe está inerente. Claro que também lhe retira algo… Património.

. Património – optar pelo arrendamento permite-lhe manter (ou até valorizar) o seu património. Esta questão é ainda mais válida se estiver numa altura em que o valor da casa está baixo ou com tendência para aumentar, podendo vender mais tarde a um melhor valor. De qualquer forma, ao optar pelo arrendamento terá que se desligar emocionalmente da casa: claro que a quererá estimada pelos seus inquilinos mas a verdade é que ela vai ser habitada por outras pessoas, que possivelmente a decorarão e a vão utilizar de forma diferente. Terá de respeitar que, desde que o inquilino cumpra com as suas obrigações e dentro dos limites dos seus direitos, não se poderá intrometer. Aquele imóvel passa a ser um negócio. Está pronto para o fazer?

. Enquadramento – as questões anteriores relacionavam-se sobretudo com uma análise da sua vida e dos seus objetivos. Mas claro que nesta decisão o enquadramento financeiro, económico e social do local onde se encontra o seu imóvel terá de contar. De qualquer forma, quando a conjetura é boa ambas as situações ficam beneficiadas: elevada procura tanto para compra como para arrendamento, taxas de juro baixas. O contrário também é verdade.  

Assim as tendências e a melhor opção dependerão muito das características próprias de cada zona, de cada bairro, uns com maior procura e melhor valorização para venda, outros para arrendamento. Por isso é muito importante solicitar a ajuda de um agente imobiliário com conhecimento do mercado onde se insere o seu imóvel. O seu agente PMR Imobiliária ajudá-lo-á com os dados macro, para que possa balançar com as suas motivações pessoais, e dar-lhe indicações sobre quanto vale a sua casa.